Edifício da Sertaneja

O antigo edifício que serviu de sede para a Companhia Sertaneja foi construído em 1919, por ordem do Coronel Antônio Balbino. O imóvel, erguido no atual centro antigo de Barreiras, na margem direita do Rio Grande, tem seu estilo classificado pelo IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia) como eclético classicizante, tendência que na época teve grande aceitação no interior da Bahia.

A sua construção atendeu ao objetivo inicial de abrigar um cineteatro, uma empresa de contabilidade e uma beneficiadora de arroz. A eletricidade era gerada pelo locomóvel, uma máquina que produzia energia pela queima de lenha. O interior do cineteatro possuía um palco e era ornamentado com gravuras, sendo a principal delas um painel que representava um casario medieval, feito pelo pintor Edeltrudes Andrade.

Anos mais tarde, o edifício passou a ser a sede da empresa A Sertaneja (nome pelo qual o próprio prédio ficou conhecido, a partir de então), que resultou de uma sociedade entre Antônio Balbino e Geraldo Rocha com o objetivo de construir uma hidrelétrica. Nos últimos trinta anos, o edifício exerceu várias funções, dentre as quais pizzaria e pub. Atualmente, após uma ampla reforma, abriga a sede do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), em Barreiras.